A morte, ao meu ver, nada mais é do que uma piada. Morrer é ridículo. Você combina de jantar com a família, tem planos pra semana que vem, marca um passeio com o namorado, sai de casa no meio da tarde e morre. Como assim? E o pagamento daquela conta antes das 4h na boca do caixa no banco? E o telefonema que você está esperando a noite? Não sei de onde tiraram essa idéia: MORRER!
Passamos 10 anos das nossas vidas numa escola estudando fórmulas químicas que nunca servem pra nada, mas estivemos lá, não desistimos, perseveramos. Passamos madrugadas em claro estudando praquele maldito vestibular, ainda com dúvida do que você quer fazer, mas continuamos...De uma hora pra outra isso muda num acidente em plena Avenida dos Bandeirantes, ou num disparo feito por um marginal que gostou do seu tênis ou com uma artéria entupida. Qual é velho? Morrer definitivamente é uma MERDA. Te obriga a deixar toda a festa sem se despedir de ninguém, sem ter tido tempo de ouvir a sua música preferida ou ter aproveitado melhor o último beijo do namorado. Deixa roupas espalhadas pelo chão do seu quarto, toalha molhada no varal e deixa até umas continhas penduradas. As pessoas serão obrigadas a mexer nas suas coisas, futucar suas gavetas, jogar fora todas aquelas coisas que você considerava importante, mesmo sendo um papelzinho rasgado com um coração desenhado. Logo você que sempre detestou que mexessem na suas coisas. Nossa nossa hein, que piada macabra...Tu almoça e talvez não janta, dá 5 passos e talvez não possa dar nem mais dois, começa falar alguma coisa e pode ser que nem termine. Isso é pra ser levado a sério? Quando se tem mais de 100 anos de idade tudo bem né, é tempo suficiente pra viver o que a vida proporcionar, já está meio léo da cabeça, o corpo não acompanha mais a mente e a mente também já rateia né, aí sim, seja bem-vindo sono eterno...Mas morrer cedo é uma puta falta de sacanagem. Morrer é um exagero. E como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.
PEACEandlove
sexta-feira, maio 28, 2010
sexta-feira, maio 14, 2010
mimimi
Estava na praia, os coqueiros balançando com o vento da noite, a brisa leve tocando meu rosto. Estava só, apenas eu e aquele lugar, a natureza me ensinando. Bastou fechar os olhos pra me deparar com você, habitante dos meus pensamentos, dono do meu coração. Nos olhavámos nos olhos, a respiração na mesma sintonia, num silêncio que gritava ao mundo o nosso sentimento. Quis tirar você da minha cabeça, levar você pra minha realidade, viver intensamente aquele momento, inundar aquela praia de amor, ser sua mulher e sentir você meu homem. Abri meus olhos e você se foi, a brisa continuava a tocar meu rosto e balançar meus cabelos, era só isso que restava, eu, a brisa, a praia...Nada de você, além do brilho dos seus olhos que ainda estavam na minha mente. Me senti sozinha, mais do que nunca meu coração e meu corpo imploravam por você. Escrevi nosso nome na areia...Eu sabia que as ondas iriam apagar mas eu escrevi, numa tentativa frustrada, talvez, de aliviar a dor. É, maldita dor, sempre presente. Tive a madrugada pra pensar, pra desfazer os nós na minha garganta, pra analisar e compreender pequenos detalhes que me feriam, tive a madrugada inteira pra chegar na mesma conclusão que eu já havia chego milhares de vezes antes...Eu estava completamente, incontrolávelmente e irrevogavelmente apaixonada por ele.
PEACEandlove
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