quarta-feira, dezembro 12, 2012

2012, finish..

Eu só desejo que tudo termine bem. Juro que 2012 foi o melhor ano, entre todos os anos. Me senti viva como nunca. Me descobri e permiti ser descoberta. 2012 foi um ano completamente marcante e inesquecível, com seus prós e seus contras, mas com absolutamente tudo foi reaproveitado. Cresci, me senti segura, capaz, e de todos os sentimentos do mundo, o sentimento de capacidade é tão preenchedor...
Obtive tantas conquistas, tantas decepções, e só tenho a agradecer pelos dois, ambos me fizeram crescer infinitamente, me moldaram e me transformaram na mulher que pude me tornar. A Andressa mãe, filha, irmã, tia.
Como falei há exatamente um ano atrás, quem inventou a divisão do tempo em anos foi um gênio. Em pensar na renovação que doze meses passados traz, na esperança, nos planos que poucas vezes se realizam, mas que motivam muito. Ahhh, ansiosa por 2013. Ansiosa pela faculdade, pela independência, pela filha crescendo.. Vem 2013, veeeeemmm!

quarta-feira, outubro 31, 2012

Querida independência.

Ser independente as vezes não é nada legal. Auto suficiência nem sempre anda junto com auto estima, e pode acreditar, os dois, quando separados não funcionam sozinhos. Já teve um tempo em que acreditei que pra viver bem eu precisava apenas de mim mesma, mas não, entre todas as coisas necessárias desse mundo eu sou a mais pequena para meu próprio viver. Conforme o tempo passou, pude notar que eu não me basto. Preciso de reparos, de opiniões, de pontos de paz, e por pior que seja admitir isso, também preciso de ajuda. Eu sempre fui aquele tipo de garota que gosta de resolver tudo sozinha, que não deixava a mãe colocar comida no prato e muito menos escolher minhas roupas ou cortes de cabelo; era dessas que sentia vontade de chorar mas nunca fazia isso na frente de ninguém. Quanta besteira. Passei uma imagem de auto suficiente pra muitas pessoas desde bem pequenininha e hoje me encontro assim, mendigando carinho, atenção, ajuda, comprometimento, preocupação. Que ironia né? Mas as coisas são assim, de fato, afinal, quem só vive momentos de glória uma hora acaba
esquecendo o verdadeiro sentimento que essa tal glória nos traz. Só sabe o valor da luz quem um dia já conheceu a penumbra, e sozinho ninguém é ninguém.

quarta-feira, outubro 24, 2012

Semana da consciência negra.

Acho engraçado como todo mês de novembro tem uma tal de semana da consciência negra na escola. Por quê estudamos o ano todo coisas relacionadas a todos os outros países, e temos apenas uma semana pra falar coisas sobre o nosso país? Porque convenhamos.. Apenas o nome é da consciência negra, a semana é da cultura do Brasil. Falamos dos índios, falamos dos negros, falamos de consciência (que quase ninguém tem). Nosso Brasil é um país completamente coisificado, influenciado, alienado e desestruturado pelo próprio governo. Nos preocupamos com tudo, com a moda européia, pelos lançamentos tecnológicos, pela comida, pela valorização do dinheiro, e trazemos tudo isso pro nosso país, influenciados com a ideia de que nada do que produzimos é de fato bom.. Mas como seria? Se desde que nos conhecemos por pessoas, que começamos nos alfabetizar, falamos sobre as coisas que envolvem todo o mundo, ao invés de focar muito mais em nós mesmos. Acredito que a cultura do Brasil deveria ser uma matéria obrigatória na escola, já que o próprio governo faz questão de excluir pessoas de baixa renda, colocando teatros de boa qualidade só ali, na famosa zona sul. O governo diz que existe cultura para todos, pensando bem, cultura existe, existe pra quem tem dinheiro que pode assistir maravilhosas peças teatrais em teatros espetaculares, que podem ir a um cinema, ouvir ópera, ver exposições de quadros ou qualquer outra arte de artistas maravilhosos. Mas e quem não tem condições e nem possibilidades de frequentar um lugar assim? Talvez a ideia de democracia seja realmente boa na teoria, mas na prática não esteja funcionando muito bem no nosso país, que é enorme, rico, bonito, mas tão vazio quando se trata de nós mesmo.

quinta-feira, maio 10, 2012

Vou deixando o tempo passar,

a vida me levar, e tudo voltar ao normal. Ser mãe foi a melhor coisa que já me aconteceu. Como faz tempo que não posto, vou fazer uma retrospectiva do que aconteceu desde o dia 27/03 (Quando a Sophia nasceu).

No dia 26/3 eu comecei sentir algumas -muitas- dores, daquelas que iam e ai voltavam, e iam e voltavam. Uma dor que às vezes me tirava lágrimas. Já tava com 37 semanas, fui ao médico, porque eu sabia que já era a hora... Mas chegando lá, após o toque, a médica me mandou pra casa, falou que eu não tinha dilatação e que minha bebê não estava nem perto de nascer, mas algo me dizia que sim, ela estava perto de nascer. Passei o dia todo na cama, não aguentava de dor. No dia seguinte (27/03) a dor apertou tanto, mas tanto que tive que voltar pro hospital, e bem cedo! Chegando lá eu já não continha as lágrimas, o negócio era punk demais, umas pontadas que me tiravam o folego... Lá vai eu fazer aquele exame horrível de toque novamente, eu ainda não tinha dilatação, mas como estava com muita dor me internaram. Me levaram pra um quarto com mais duas mulheres, uma estava com o mesmo nível de dor do que eu, ela gritava, rezava, chamava todos os santos, e eu lá quietinha, segurando no lençol, caladinha. A outra moça não estava com dor, o parto dela era cesárea, já estava com 42 semanas de gestação e nada do baby vir pro mundo. A primeira mulher me assustava com os gritos dela, eu acho que fiquei mais desesperada pelos gritos dela do que pela dor que eu sentia. Quando a bolsa dela estourou ela gritou gritou gritou, chegou a enfermeira, a médica, os estagiários, todo mundo, e ela lá com a perna aberta, gritando oO Jesus, eu ficava pensando, será que comigo também vai ser assim? Aí que eu ficava mais e mais e mais nervosa. A médica fez o toque nela, e falou pra que toda vez que a contração viesse ela fizesse o máximo de força que ela conseguisse, sem prender a respiração... A contração vinha e ela gritava, e não fazia força, e falava que não conseguia e aquilo ia me deixando doida, até que levaram ela pra sala de parto, e o grito dela ecoava o corredor de uma maneira que só Deus, as outras mãezinhas e os médicos sabem. Enquanto o bebê dela já tinha nascido, eu tava lá, com dor, e nada da minha bolsa estourar, até que decidiram colocar soro em mim, aquele negócio fez o que já tava doendo doer ainda mais, cada contração vinha mais forte e mais forte, mas vocês acham que a bolsa estourava? Que nada, quando eu ia ganhar mais um dos 7 toques que tomei aquele dia o médico decidiu romper minha bolsa, com um ferrinho que me desesperou e quase me fez desmaiar de agonia, ele falou "mãezinha, não se mexe, eu vou colocar esse ferrinho bem perto da cabecinha do seu bebê, não se mexe!" e eu fiquei quietinha, mais uma vez, imóvel, angustiada, até que sinto aquela água quente me escorrendo, e a contração vindo mais forte. Cara, eu acho que a dor do momento me impedia de gritar, de fazer um escândalo, de tudo, aquela dor me fazia só fechar os olhos e cerrar os lábios, sério. Depois que rompeu minha bolsa, passou um tempinho pequeno e eu comecei sentir uma dor que me tirava os sentidos, mais forte até do que aquela dor que me fazia chorar, eu já nem lembrava de chorar. Eu ainda não chamei os médicos, cada vez que as contrações vinham eu ia fazendo um pouquinho de força, cada vez um pouquinho mais, e quando não aguentei mais chamei. A enfermeira e a médica vieram, mais um toque, a médica me falou "faz força quando vier a contração que já tá quase mãezinha", fiz uma forcinha e me levaram pra sala de parto, chegando lá, outra contração, mais força, outra contração, mais força e eu senti a cabecinha da minha princesa saindo, depois só mais uma forcinha e pronto, chegou ao mundo o anjo mais lindo! Um alívio tão grande, uma vontade doida de poder pegar e dar muitos beijos, e ver o rostinho e tudo, é tanta emoção, tanto sentimento misturado que eu queria logo sair daquela sala. Deram os pontinhos, me mostraram minha pequena linda, saudável, perfeita e fomos pro quarto... Que alívio, que cansaço. Acho que vai poder passar mil anos, eu jamais vou me esquecer daquele dia, jamais vou esquecer de como Deus me ajudou, de como deu forças pra uma menina mulher de 16 anos, com 1,58 de altura e 60 kg em um parto, um parto sem um grito sequer, com muita dor sim (das contrações), mas com a tranquilidade que eu achei que não ia ter. Acabei descobrindo que não faço parte das mulheres exageradas, graças a Deus. E acabei colocando no mundo o serzinho mais perfeito aos meus olhos, é o amor mais puro que pode existir. É a vontade de estar junto, de proteger, de cuidar, amar, dedicar. Ser mãe é isso, é decidir ter pra sempre seu coração fora do corpo.

                                                           28/03/2012 Sophia com 1 dia

quarta-feira, março 21, 2012

Tenho agradecido por estar viva

e ter andado por todos os lugares onde andei, e ter vivido tudo o que vivi, e ser exatamente como eu sou.
A vida sempre apronta uma ou outra comigo, mas nunca deixa de me ensinar. As coisas não são as mais fáceis, a minha vida não é a mais fácil, mas eu não troco ela por nada!
Com tudo que foi e é difícil, a vida tem que seguir, porque as coisas boas ficam com toda a força, mesmo que o tempo passe. Tudo o que vale a pena fica, se não for na memória, vai estar presente no coração. O que machucou e o que não foi bom também vai estar aqui, mesmo que às vezes a gente tente apagar da memória, ou até do coração, as lembranças não vão embora, e as feridas que antes machucavam, hoje já não doem mais... Tem coisa que dá até pra sentir saudade, daquelas que aperta o peito e faz os olhos brilharem, e que vira e mexe consegue até arrancar um sorriso!
Ultimamente eu ando atrás de ser feliz, antes de mais nada! Ser feliz sem me importar com o que as pessoas pensam, ou o que elas podem achar. Ser feliz sem fazer mal pra ninguém, mas pensando sempre no MEU bem. Quero eliminar todas as coisas sujas e verdes da minha vida. Eu quero perto de mim gente que acrescente coisas maduras na minha vida.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Viver.

Com o tempo a gente passa a entender verdadeiramente as coisas. O que não fazia sentido algum começa parecer óbvio, e com isso vem a aceitação até do que antes nós questionávamos (ou não acreditávamos).
Hoje posso ver coisas que nunca antes consegui enxergar. Posso ver o tanto de momentos felizes que já tive e nem ao menos sabia. Posso ver o quanto as dores me fizeram crescer e como mesmo cicatrizadas elas ainda sangram de vez em quando... Não sei se é exatamente uma coisa ruim quando a dor pulsa, porque descobri que só sentindo essa dor que a gente cria resistência. Hoje minhas dores não machucam tanto como antes, elas me fizeram mais forte. Mais Andressa.
Dentro da minha cabeça existe tanta coisa, é como se tudo fosse separado por alas.. "boas, ótimas, ruins", minhas lembranças são todas classificadas, nomeadas e devidamente guardadas, mas apenas o que realmente precisa ser.. O pior, ou um dos piores erros de nós, seres humanos, é guardar tanto lixo dentro da cabeça, que é o instrumento mais fantástico que a gente tem.
Viver faz bem! Independente da época, dos acontecimentos, viver é a melhor coisa do mundo. Crescer, cair, aprender a se levantar, conseguir se manter bem a cada derrota, porque sim, a vida é cheia delas.
Hoje acho que estou feliz. Minhas preocupações são as mesmas de sempre, mas minha esperança também é a de sempre, e ela não sai nunquinha daqui de dentro.
Viver me orgulha, me mostra minha força. Apesar de toda dor que permanece, e que permanecerá (já me conformei com isso) eu vivo bem, cresço com elas, aprendo, me sinto mais e mais confiante, mesmo que essa confiança não seja exatamente verdadeira, que exista uma pequena camada superficial ao redor dela, acreditar me ajuda, pensamento positivo, garram e tudo acaba saindo bem mais uma vez.
Ultimamente eu andava pensando que não vinha tomando as decisões mais fáceis do mundo, até eu perceber que elas só são difíceis na hora. As cicatrizes andaram sangrando, e eu acho que nem sei o porque, e isso, pra ser sincera, já não me afeta mais. Essa é a grande vantagem de viver, a gente vê nossa evolução, vê nossa resistência.
Tudo acaba se acertando, tudo está acertado e o que não está se acertará, porque definitivamente, eu mereço que se acertem.