A vida é essa eterna caixinha de surpresas, essa roda gigante sem fim que nos mantém no topo por algum tempo e nos leva pra perto do chão em outros momentos.
No final das contas a gente sempre retorna ao princípio. Nascemos sozinhos, vivemos sozinhos. E em vários momentos da vida nos encontramos sozinhos. Esse não é o um problema de fato, afinal, somos nós quem determinamos se estar sozinho é liberdade ou solidão.
Comecei minha vida tão nova sozinha, aos 16 anos e a mil km de distância de casa, da minha família, da minha mãe e meus irmãos que eram meu porto seguro e me tornei o meu próprio alicerce.
Aos 23 eu coleciono algumas cicatrizes, feridas que ainda sangram, decepções, lágrimas, vitórias e muitos muitos muitos sorrisos.
Eu amo a vida e a liberdade de viver. Amo não ter hora, não dar satisfação. Amo ser dona do meu próprio destino e não depender de ninguém pra tomar minhas decisões.
Eu amo ser como eu sou! Amo levar a vida que levo!
Amo meu drama exagerado, meu desapego, meu jeito leve e despreocupado.
Depois de tantos anos à deriva dos medos que viver nos causa, eu finalmente me senti livre.
Não sei ao certo em que momento as coisas se tornaram tão tranquilas, mas eu só agradeço ao universo pela suavidade que as coisas tem sido conduzidas.
Hoje meu resumo é de uma pessoa feliz, completa, tranquila, em paz.
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